Estamos buscando aliens no “andar errado” da existência?

Ao olharmos para o céu, a ausência aparente de civilizações na superfície de outros mundos é um enigma que intriga cientistas e filósofos. Com bilhões de estrelas apenas na nossa galáxia e incontáveis planetas em zonas habitáveis, seria natural esperar que a vida inteligente fosse abundante e visível. Contudo, até agora, telescópios e sondas não mostraram evidências claras de sociedades avançadas construindo cidades, enviando sinais de rádio ou alterando a paisagem planetária de forma detectável.

Do ponto de vista científico, há hipóteses que tentam explicar essa ausência. O famoso Paradoxo de Fermi, que indaga “se a vida é comum, por que não vemos nenhum sinal dela?”, nos convida a fazer reflexões. Talvez as civilizações tecnológicas tenham vidas curtas, destruindo-se antes de se tornarem interestelares. Ou talvez a própria vida complexa seja rara, exigindo condições muito mais específicas do que imaginávamos. A verdade é que, no plano físico, não encontramos ainda um “vizinho” para conversar.

Onde está todo mundo? Arte: Universo Iluminado

Mas e se estivermos procurando no “andar errado” da existência? Em vez de limitar a busca apenas ao plano físico tridimensional, poderíamos considerar que a vida se manifesta em múltiplos níveis de realidade, ou dimensões, cada uma com sua própria densidade e leis sutis. Esses planos mais elevados, invisíveis aos nossos sentidos e instrumentos comuns, seriam habitados por civilizações que já superaram a necessidade de corpos densos e da vida material como a conhecemos.

Nessa perspectiva, o que chamamos de “planos mais elevados” ou “outras dimensões” pode ser comparado a faixas de frequência de uma grande estação de rádio cósmica. Nós, humanos encarnados, sintonizamos uma faixa muito específica — o plano físico. As civilizações evoluídas estariam em faixas mais sutis, vibrando em harmonia com leis de energia e consciência que ainda não compreendemos plenamente. Por isso, oficialmente telescópios e radiotelescópios não captam sua presença.

Segundo essa visão, o contato entre planos não é feito por naves aterrissando em praças públicas, mas por meio de pontes de consciência. É aí que entra o fenômeno da mediunidade, reconhecido em várias tradições religiosas e espirituais. Médiuns, por sua sensibilidade, seriam capazes de perceber, traduzir e transmitir informações vindas desses outros níveis de existência, funcionando como antenas vivas para realidades que escapam aos sentidos comuns.

Ao longo da história, mensagens mediúnicas relatam que esses seres de planos elevados têm interesse em nosso progresso moral e espiritual, mais do que em nos fornecer tecnologia física. Eles nos observam, aconselham e inspiram, mas evitam intervenções diretas que possam prejudicar nosso livre-arbítrio. É como se aguardassem que amadurecêssemos o suficiente para entrar no “clube” das civilizações conscientes, não apenas no aspecto técnico, mas também ético.

Os alienígenas já esteriam aqui, apenas esperando nos elevarmos. Arte: Universo Iluminado

Do ponto de vista moral, isso nos convida a repensar o que significa “procurar vida inteligente”. Talvez ela já esteja aqui, interagindo conosco silenciosamente, inspirando descobertas, guiando movimentos de compaixão e evolução coletiva. Mas, por estarmos fixos na percepção material, não percebemos a presença deles. O treinamento da sensibilidade, a expansão da consciência e o estudo sério da mediunidade seriam formas de ampliar nossa “janela” para outras realidades.

É claro que essa ideia não substitui a pesquisa científica; pelo contrário, as duas abordagens podem caminhar juntas. Enquanto telescópios varrem o céu em busca de mundos habitáveis, podemos também desenvolver a percepção interna para reconhecer que a vida no universo pode ser muito mais ampla e diversa do que imaginamos. A própria física moderna, ao investigar a natureza do espaço-tempo e da matéria escura, começa a admitir que o “tecido da realidade” pode conter camadas ainda invisíveis.

A não detecção de sinais tecnológicos em Marte, Proxima Centauri b ou K2-18 b não invalida a hipótese de que já estamos sendo visitados — só que no campo da consciência e não das antenas parabólicas. Enquanto a ciência busca com radiotelescópios e espectrógrafos, a espiritualidade sugere que talvez a comunicação esteja acontecendo agora, no silêncio interno, bastando que aprendamos a sintonizar.

O famoso contato cinematográfico hollywoodiano. Arte: Universo Iluminado

É só que quando imaginamos “descobrir alienígenas”, a imagem mais comum é a de um contato cinematográfico: uma nave pousando, seres descendo, aperto de mãos e troca de tecnologia. Não estou dizendo que isso não vá acontecer, mas talvez deveríamos realizar uma mudança de perspectiva mais radical: de que seja mais comum encontrá-los em planos vibracionais diferentes do nosso, invisíveis aos sentidos e instrumentos atuais.

Talvez “descobrir alienígenas” não signifique recebê-los na nossa praça central, mas perceber que eles sempre estiveram por perto — interagindo de formas sutis, inspirando ideias, influenciando avanços e, quem sabe, testando nosso preparo moral antes de qualquer aproximação física. O verdadeiro desafio não é apenas cruzar o espaço, mas elevar nossa própria frequência para poder bater à porta deles. Em vez de “quando eles vão chegar?”, talvez devamos perguntar “quando vamos reconhecê-los?”.

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