Se até 5 de agosto o 3I/ATLAS não assumir essas características…

O cometa interestelar 3I/ATLAS, oficialmente designado C/2025 N1, foi detectado em 1º de julho de 2025 pelo telescópio do sistema ATLAS em Rio Hurtado, Chile. A descoberta acrescentou um terceiro capítulo à curta lista de visitantes interestelares — depois de 1I/Oumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019) — e logo ficou claro que o objeto segue uma trajetória não ligada gravitacionalmente ao Sol.

Esta imagem mostra a observação do objeto interestelar 3I/ATLAS quando foi descoberto em 1º de julho de 2025. ATLAS/Universidade do Havaí/NASA. Fonte: scientificamerican.com (link acessado em 01/08/2025)

Os cálculos de órbita revelaram uma excentricidade hiperbólica recorde, em torno de 6, indicando que 3I/ATLAS veio de fora do Sistema Solar e jamais retornará. Ele atingirá o periélio (mínima distância do Sol) em 29 de outubro de 2025, a cerca de 1,4 UA do Sol, viajando a aproximadamente 68 km/s — velocidade superior à de qualquer cometa já estudado.

Foto do 3I/ATLAS captada pelo telescópio Hubble

O interesse científico é enorme: sendo maior e mais brilhante que ʻOumuamua e Borisov, 3I/ATLAS oferece a melhor oportunidade até agora de analisar material primordial de outro sistema estelar. A velocidade extrema, porém, inviabiliza uma missão de interceptação lançada da Terra após a descoberta, limitando os estudos a observações telescópicas e a possíveis registros de sondas já em Marte ou no espaço profundo. Como de praxe, a visita reacendeu especulações — lideradas por Avi Loeb — de que o objeto poderia ser tecnologia alienígena camuflada, hipótese recebida com ceticismo pela maioria dos pesquisadores, que veem no cometa um mensageiro natural das regiões interestelares.

Trajetória esperada do 3i/ATLAS em torno do Sol

Em 31 de julho, ele estava a 2,8 UA da Terra (423 milhões de km). Numa postagem no reddit um usuário (link acessado em 01/08/2025) sustentou a ideia de que até 5 de agosto o comportamento do cometa precisa passar em três testes cruciais para sustentar a hipótese de “cometa natural”.

Anomalias Documentadas:

  • Coma voltada para o Sol: a cauda de poeira aponta para o Sol — algo sem precedentes a 2,8 UA. A pressão da radiação deveria repelir a poeira, mas ela se agarra para dentro.
  • Zero gases voláteis: até agora não foram detectados CO, CO₂ ou CN, enquanto o cometa Borisov, à mesma distância, exibia intensa liberação desses gases.
  • Escala desproporcional: uma coma de 24 km envolve um núcleo de 11 km; Borisov, com núcleo menor, apresentava coma de 160 000 km.

Até 5 de agosto, um Cometa Natural PRECISA:

  1. Reorientar sua coma (cauda para longe do Sol);
  2. Emitir gases CO/CO₂;
  3. Expandir sua coma em 200–300%.

Segundo o usuário, caso nenhuma dessas mudanças ocorra, a explicação de “cometa excêntrico” perde sustentação. A própria NASA já classifica o comportamento como “atípico”, e discussões sobre possível tecnologia alienígena — com direito a comentários de Avi Loeb — ganharão força.

Não é brincadeira: a trajetória quase coplanar com a eclíptica (desvio de apenas 5°), a aparente “camuflagem” livre de voláteis e poeira estável voltada para o Sol, além da raridade estatística de um cometa interestelar de 11 km, pode tornar 5 de agosto o ponto-chave. Se nada mudar, estaremos diante de uma anomalia sem precedentes.

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