Por que Marte é avermelhado? Descobriram o real motivo

Até recentemente, acreditava-se que a coloração avermelhada de Marte era causada pela presença de hematita, um mineral formado em ambientes sem água. No entanto, um estudo recente conduzido por pesquisadores norte-americanos propõe uma explicação diferente: a coloração vermelha do planeta pode ser atribuída a outro mineral, que teria surgido quando ainda havia água em Marte.

Segundo essa nova pesquisa, a ferrihidrita seria o verdadeiro mineral responsável pela tonalidade vermelha observada. Diferentemente da hematita, a ferrihidrita se forma exclusivamente na presença de água, indicando que o ferro presente na superfície marciana sofreu oxidação enquanto ainda existiam condições aquosas no planeta.

Imagem de Marte tirada pelo instrumento OSIRIS na espaçonave ESA Rosetta, nela as cores reais de Marte são mostradas (Foto: Wikimedia Commons)
Esta vista de 360 ​​graus de uma posição ao lado da cratera informalmente chamada de “Bonneville” foi tirada pela câmera panorâmica do rover Spirit em 2004. (Crédito: NASA/JPL/Universidade Cornell)

Essa descoberta sugere que Marte pode ter “enferrujado” muito antes do que se imaginava, trazendo importantes implicações sobre a compreensão da evolução geológica e climática do planeta vermelho.

“A principal implicação é que, como a ferrihidrita só poderia ter se formado quando a água ainda estava presente na superfície, Marte oxidou antes do que pensávamos. Além disso, a ferrihidrita permanece estável sob as condições atuais em Marte”, explica Adomas Valantinas, líder do estudo.

Para testar a hipótese, os autores do estudo pulverizaram diferentes tipos de minerais de óxido de ferro e os compararam à poeira marciana. A correspondência mais próxima foi a ferrihidrita, não apenas refutando a teoria sobre a hematita, mas sugerindo que os minerais de Marte se formaram enquanto ainda havia umidade no planeta.

Novas amostras de Marte serão coletadas e analisadas em laboratórios terrestres para realmente confirmar a presença de ferrihidrita. Essas análises podem fornecer novas informações sobre a história da água e da possibilidade de vida no planeta.

O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.

Fontes: Olhar Digital; Metrópoles

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