Usuários mais avançados do Windows sabem que o sistema operacional funciona em x86 ou x64 (32 e 64 bits respectivamente), baseados na arquitetura CISC (Complex Instruction Set Computer), um conjunto complexo de instruções.
Como o próprio nome diz, essa arquitetura possui muitas instruções, o que acaba precisando de muito mais transistores que o necessário – isso resulta em chips maiores, com mais consumo elétrico e mais quentes. Para o usuários de notebooks por exemplo, resulta num esgotamento mais rápido das baterias. A temperatura maior nos processadores contribuem para seu funcionamento mais lento, já que teoricamente quanto mais frio, melhor o desempenho.
Visando melhorar este aspecto, está surgindo no mercado a arquitetura ARM para computadores Windows. Surgindo não, pegando a onda principalmente dos celulares e também dos computadores Mac, que já utilizam a tecnologia.
A ARM utiliza a arquitetura RISC (Reduced Instruction Set Computing). Esse tipo de arquitetura foi criado após anos de pesquisa, no qual foi constatado que a grande maioria dos computadores utiliza um pequeno subconjunto de instruções do CISC.

O destaque da RISC é que ela oferece apenas os conjuntos de instruções necessárias para os computadores, economizando espaço e resultando em processadores menores e mais eficientes. Isso foi necessário para os celulares, pois necessitava-se de baterias melhor para o dia a dia.
O ARM já é amplamente utilizado em diversos equipamentos eletrônicos como roteadores, video-games, tablets e além dos já citados celulares. Praticamente qualquer eletrônico que temos em casa, que usa um processador de 32 bits e não seja um PC, usa um ou mais processadores ARM. Agora, claro, a novidade está chegando aos PCs Windows.
Como será essa transição?
Os novos computadores que estão saindo com os chips Snapdragon X, comentado anteriormente aqui, já estão vindo com essa arquitetura. E os programas, como ficam? Sabemos que eles rodam numa arquitetura específica (selecionamos ao baixar por exemplo para Windows 32bits ou 64bits, para Mac ou ainda para Linux…).
A boa notícia é que os programas antigos que rodam apenas em 32bits poderão funcionar em ARM com um emulador da Microsoft, o PRISM, até que os programas estejam nativamente desenvolvidos na nova arquitetura.
A atualização 24H2 trará essa novidade aos PCs Windows com ARM em algum momento na segunda metade desse ano. Além dos novos notebooks com Snapdragon X, o emulador também vai ficar disponível para PCs antigos, melhorando o desempenho de emulação deles.
Esse processo de uso do emulador já havia sido feita pela Apple com a mudança dos seus processadores para a arquitetura ARM com o chipset M1 em 2020. Nessa transição, foi usado o emulador Rosetta 2, que foi capaz de traduzir os aplicativos x86 para o ARM com um ótimo desempenho, algo inédito na época.
Outra boa notícia é que quase 90% do tempo que as pessoas gastam em aplicativos hoje tem versões nativas do ARM. É apenas questão de um pouco de tempo para que todos os outros programas tenha versão nativa para o ARM.
Porém isso não significa que o x86-64 irá sumir, talvez se tornará um produto cada vez mais de nicho, onde somente quem realmente precisa ou faz questão de potência máxima e pode bancá-la, é que continuará consumindo esses produtos.
Consultas: Adrenaline
