Os processadores atuais Intel Core da 13º e 14º geração estão enfrentando problemas e trazendo instabilidade aos PCs e notebooks. As primeiras falhas foram relatadas no final de 2022, e desde então os problemas tem crescido de forma preocupante, transformando-se na maior crise de instabilidade de CPUs já enfrentada pela fabricante.

Mais especificamente, os problemas parecem estar ocorrendo tanto em processadores de computadores desktop tops de linha quanto os mais básicos das gerações atuais (13º e 14º) com 65W ou mais de consumo (TDP). Notebooks também estão apresentando falhas, porém pouco mais raros do que os desktops.
Ao que a Intel relata, o problema deve-se à um microcódigo defeituoso que leva os processadores dessas gerações operaram com voltagens excessivamente altas, degradando a estrutura dos componentes. Os microcódigos são como firmware para a CPU do computador, algo entre software e hardware.
Para o usuário final os computadores podem travar, reiniciar ou apresentar a temível “tela azul da morte” ao executar ações pesadas como determinados programas e jogos que exigem mais do hardware.
A Intel prometeu corrigir o algoritmo de microcódigo com uma atualização que será lançada por volta da primeira quinzana de agosto. Esse update será distribuído para as fabricantes de placas-mãe, e após validado a atualização, irá ser repassado aos usuários através de uma atualização para a BIOS.
No entanto, a solução é preventiva, ou seja, não vai solucionar a falha de processadores já afetados. Para esses casos a intel prometeu substituir os chips de usuários que entrarem em contato com o seu serviço de suporte.
O ideal seria realizar um recall, pois substituiria as unidades que não foram afetadas mas que estão sob risco. A fabricante, porém, negou esse plano.
A empresa recomenda aos usuários que por enquanto usem o chip na configuração padrão, sem aplicação de ajustes de overclocking.
Consultas: Tecnoblog
