MUFON mostra análise de material potencialmente alienígena

Tinha noticiado aqui que a MUFON divulgaria em um simpósio resultados da análise de um objeto que poderia ser destroços de uma nave espacial alienígena. Pois bem, o simpósio ocorreu e aqui vão os resultados.

À plateia do Simpósio Internacional MUFON, o pesquisador do MUFON Bob Spearing disse que foi abordado por um pesquisador russo chamado Arkady, que afirmou que um material apareceu em sua casa depois que ele foi contatado por uma entidade não humana dizendo que o material tinha vindo de um OVNI acidentado.

Arkady disse ter testado o material com laboratórios geológicos russos usando uma arma de fluorescência de raios-X (hXRF). 90% do material misterioso não era identificável e os outros 10% compunha cálcio, titânio, ferro, arsênio e cobre.

Fazendo um parentes, a hXRF tem sido muito requisitado por profissionais como geólogos, fiscais ambientais e analisadores de joias para indentificar os componentes presentes em rochas, solo e diamentes.

No entato, essa tecnologia hXRF, especialmente se comparada às técnicas XRF de laboratório, tem se mostrado limitado. Por exemplo, cientistas da NASA que ajudaram a preparação da missão Mars Perseverance de 2020 descobriram que suas próprias armas de fluorescência de raios-X se mostraram incapazes de detectar alguns elementos-chave “de forma confiável”. Porém também defenderam a ferramenta, dizendo que é capaz de fornecer ao usuário de campo uma consciência contextual significamente melhorada de um local de campo.

Dispositivo portátil arma de fluorescência de raios-X (hXRF)

Spearing disse ao simpósio que alguns dos 90% de materiais não identificados de Arkady também foram enviados para o laboratório do MUFON no Missouri, usando outro teste de fluorescência de raios-X. Descobriu-se que a amostra não correspondia aos metais conhecidos.

“Isso significa que é A) não um metal, ou B) uma liga metálica que não é reconhecida ou algo na tabela periódica”, disse Spearing.

Uma pequena amostra do metal

“É um material muito, muito leve”, disse Spearing aos participantes. “Quase parece poroso, como se tivesse poros. Tem um tom de ouro, mas é basicamente um material preto. Parece ser uma espécie de compósito.”

Um compósito é um material formado a partir da mistura de dois ou mais constituintes imiscíveis que diferem entre si na forma e na composição química. Os materiais compósitos apresentam propriedades significativamente diferentes das propriedades dos seus constituintes.

“É tão leve”, acrescentou, “que nem dobra uma flor”.

O “metal” é tão leve que nem dobra uma flor

“Só pela aparência, parece ser algum tipo de isolamento leve adequado para isolamento condutor ou algo que precise de proteção térmica, o que pode corresponder a ser um pedaço de detritos de algum tipo de nave”, concluiu.

No entanto nem todos – mesmo entre os investigadores obstinados de OVNIs – ficaram convencidos com a apresentação de Spearing.

O autor de ovnis Nigel Watson, autor de Captured by Aliens? A History and Analysis of American Abduction Claims disse à DailyMail.com que as “evidências” são apenas uma em uma longa linha de supostos “destroços” de naves espaciais que acabaram não sendo nada disso.

“Há um fluxo regular de ‘novas’ evidências físicas para provar casos como o caso do acidente de Roswell”, disse Watson. “Tudo o que foi apresentado até agora é geralmente explicado quando examinado cientificamente. É tudo uma questão de esperança irrealista versus fatos reais.”

Amostras roubadas

Os pesquisadores da MUFON afirmaram que depois que o localizador russo da amostra tentou enviá-las para a MUFON nos EUA, as amostras foram roubadas de uma caixa oficial dos correios dos EUA.

“Isso é típico com evidências dessa natureza”, disse o diretor de relações com a mídia da MUFON, Ron James. “Acreditamos que esse material foi deliberadamente levado por alguém que poderia invadir uma caixa dos correios bloqueada para evitar novos testes. Quem fez isso é uma incógnita”.

As câmeras foram viradas contra uma parede, inibindo a investigação, embora funcionários dos Correios dos EUA tenham testemunhado que entregaram a caixa.

“Fui até a minha atendente de correio e perguntei: ‘Foi entregue?'”, explicou Spearing. “E ela disse: ‘Sim Bob, foi entregue. Eu coloquei a caixa na sua caixa de correio pessoalmente.'”

“Então a pergunta é: quem teria coragem de remover algo de uma caixa de correio federal?”, questionou.

Felizmente, os pesquisadores de OVNIs conseguiram obter outra amostra de Arkady, que chegou após ficar 17 dias na Alfândega.

A MUFON afirmou que a amostra agora será enviada para mais dois laboratórios para testes usando microscópios eletrônicos.

Fonte: DailyMail

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