Anomalia Magnética do Atlântico Sul não é motivo de alarme, entende o Observatório Nacional

O Observatório Nacional (ON), instituto de pesquisa vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, informou recentemente que a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS) tem crescimento considerado normal.

Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS)

A AMAS é uma região da América do Sul e o sul do Oceano Atlântico caracterizada por ter uma intensidade mais fraca do campo magnético terrestre em comparação com outras regiões do planeta.

Isso pode causar maiores aproximações de partículas solares à superfície terrestre e também danos aos satélites, porém não oferece risco à saúde humana e os satélites ao passar nessa região entram em modo standby para evitar avarias.

Segundo o Dr. André Wiermann, Tecnologista Sênior do Observatório Nacional, a expansão e o deslocamento da AMAS são processos lentos e graduais, já observados e monitorados de perto por órgãos governamentais internacionais há centenas de anos.

“Apesar de o termo “anomalia” sugerir algo preocupante, ele refere-se apenas a diferenças em intensidade e orientação do campo magnético terrestre, quando comparado a outras regiões do planeta”, afirma o ON.

Essa anomalia é uma consequência de complexas interações no núcleo externo da Terra, onde o campo magnético é gerado por movimentos de metais líquidos, principalmente ferro e níquel. Embora a anomalia tenha existido por muito tempo, foi a era espacial e o advento dos satélites que permitiram sua descoberta e monitoramento detalhado, especialmente a partir da segunda metade do século XX.


Animação da evolução temporal da AMAS desde 1600 até 2000

Para monitorar os dados da AMAS, o Observatório Nacional conta principalmente com dois modernos observatórios: o Observatório de Tatuoca (ilha em Belém) e o Observatório de Vassouras (interior do Rio de Janeiro). Ambos fazem parte da INTERMAGNET, uma rede internacional de observatórios de alto padrão. Além disso o país possui diversas estações magnéticas distribuídas pelo território, como exemplo a estação magnética de Macapá, recém instalada.

O Brasil, por abranger essa área com poucos dados disponíveis, está em posição privilegiada para desenvolver estudos em geomagnetismo e avaliar a anomalia.

Consultas: g1; ON

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