A Estação Espacial Internacional (ISS) irá funcionar até 2030, e em 2031 será derrubada no oceano. Ela serviu muito bem aos humanos durante todos estes anos desde 2000, quando finalizou parte de sua construção iniciada em 1998.


De acordo com a NASA, grande parte da estrutura pode ser reparada ou substituída em órbita, enquanto outras peças podem ser devolvidas ao solo para reparo e relançadas. No entanto, a espinha dorsal da estação, como os módulos tripulados e as estruturas de treliça, não podem passar por tais procedimentos.
À medida que espaçonaves atracam e se desacoplam à ISS, são geradas tensões nas estruturas. A agência espacial dos EUA explica que isso foi levado em conta na estimativa original de vida de 30 anos. É por isso que será necessário realizar as operações de “aposentadoria” da enorme estrutura espacial.
A agência espacial SpaceX foi escolhida para desenvolver e construir o veículo que irá realizar a desorbitação da ISS (já nomearam este veículo de US Deorbit Vehicle). Apesar de não construir o veículo, é a Nasa quem irá operá-lo. O projeto terá um custo total estimado em US$ 843 milhões (quase R$ 5 bilhões).
O local pretendido para a queda controlada segura será o Ponto Nemo – uma extensão do Oceano Pacífico entre a Nova Zelândia e a costa do Chile, frequentemente utilizada como cemitério de espaçonaves.
Alguns números da ISS:
- Mais de três mil projetos de pesquisa foram realizados em seu laboratório de microgravidade;
- Já recebeu mais de 250 visitantes de 20 países desde a chegada de sua primeira tripulação, em novembro de 2000;
- Pesa 420 toneladas e tem 109 metros de comprimento. É a maior estrutura humana já montada no espaço;
- Está a uma altura de 420 km da Terra, orbitando-a 16 vezes por dia numa velocidade de 7,71 km/s (27.700 km/h);
- Seus 8 painéis solares fornecem 110 kilowatt de energia ao laboratório, o que equivale ao suficiente para manter 55 casas;
- Em 2006 o brasileiro Marcos César Pontes tornou-se o primeiro astronauta brasileiro a estar na ISS;
- O americano Frank Rubio bateu o recorde, em setembro/2023, como o astronauta que mais passou tempo (consecutivo) na ISS. Foram 371 dias consecutivos.
Enquanto a ISS ainda está no ar, que tal ver a Terra ao vivo através de uma de suas câmeras?
Consultas: OlharDigital
