Uma nova análise de dados coletados por um sismômetro em Marte revelou que meteoritos impactam lá com muito mais frequência do que se pensava anteriormente.
Uma equipe de cientistas, liderada pela ETH Zurich e pelo Imperial College London, estimou que Marte sofre impactos quase diários de meteoritos do tamanho de uma bola de basquete. Essa taxa, baseada em tremores detectados pelo módulo InSight da Nasa, é cerca de cinco vezes maior do que a estimada apenas com imagens orbitais.
Na Terra, milhares de meteoros caem a cada ano, mas a maioria se desintegra na atmosfera. Marte, com uma atmosfera 100 vezes mais fina, não tem a mesma proteção, permitindo que meteoritos impactem sua superfície sem impedimentos. Além disso, sua proximidade com o cinturão de asteroides aumenta a frequência de impactos.

Antes do InSight, as estimativas da taxa de impacto no Planeta Vermelho eram baseadas em imagens de satélite, que registram o aparecimento de novas crateras. No entanto, este método é imperfeito, pois cobre apenas parte da superfície marciana.
“Novas crateras são melhor vistas em terrenos planos e empoeirados, que cobrem menos da metade da superfície de Marte”, descreveu Géraldine Zenhäusern, cientista planetária e coautora do estudo publicado na Nature Astronomy. “O sismômetro sensível da InSight foi capaz de ouvir todos os impactos dentro do alcance do módulo.”


Os pesquisadores combinaram dados de imagens orbitais com detecções do módulo da Nasa para calcular impactos próximos em um ano e extrapolar essas informações globalmente. Eles descobriram que entre 280 e 360 impactos que produzem crateras maiores que 8 metros ocorrem em Marte a cada ano, cerca de um por dia. Crateras com mais de 30 metros aparecem cerca de uma vez por mês.
“Este é o primeiro estudo a determinar a frequência de impactos de meteoritos em Marte a partir de dados sismológicos, um dos principais objetivos da missão InSight”, disse Domenico Giardini, sismólogo e geodinamicista da ETH Zurich. Esses dados são cruciais para planejar futuras missões a Marte.”
É… pelo visto colonizar Marte vai ser realmente difícil. Imagina um meteorito do tamanho de uma bola de basquete caindo à toda velocidade numa futura base humana no planeta vermelho? Provavelmente terão de resolver esse problema antes de fincar os pés lá… Talvez terão de criar ou simular uma atmosfera mais densa para conter esses atacantes.

Consulta: MysteryPlanet (29/06/2024)
