Vocês já devem estar cientes dessa notícia, mas resolvi postar aqui só porque eu noticiei a ida da sonda à Lua, então faltou postar seu retorno.
A Chang’e-6 aterrisou em solo chinês nesta terça-feira (25) por volta das 14h06, pelo horário local (3h06, em Brasília). Entre a viagem de ida para a Lua e de volta para a Terra, a missão durou 53 dias.


Ela havia pousado no lado oculto da Lua em 2 de junho para coletar amostras desse lado. Cientistas acreditam que a parte oculta da Lua, que nunca é visível da Terra, possui um grande potencial de pesquisa. Isso porque, diferentemente do lado que conseguimos ver, as crateras do lado oculto não estão cobertas por antigos fluxos de lava, fornecendo insights inéditos de como a Lua poderia ter se formado.
Além disso espera-se que nesse lado menos explorado possa conter vestígios de gelo, que poderia ser usado para obter água, oxigênio e hidrogênio a serem utilizados possivelmente no futuro na criação de uma base para exploração de outros corpos celestes.
A China é o único país que já pousou no lado oculto da Lua. O país realizou o feito pela primeira vez em 2019, pela Chang’e 4 (mas não recolheu nenhuma amostra). Chang’e é o nome da deusa lunar na mitologia chinesa.
O objetivo do país asiático é enviar uma missão tripulada à Lua até 2030 — e, por fim, construir uma base no polo sul lunar. Os Estados Unidos também se preparam para enviar astronautas para Lua em uma missão que deve acontecer em 2026.
A corrida à Lua está sendo um importante marco na história humana. Prospecto que muita coisa dessa exploração irá vir, principalmente o desenvolvimento de novas tecnologias. E quem sabe, ainda nessa geração, a permanência do homem em novos mundos, Marte talvez. Estamos numa fase excitante da história em relação aos cosmos, como a corrida à Lua, as potenciais descobertas do James Webb e os desdobramentos dos ovnis.
