Em 14 de dezembro, uma proposta de lei nos Estados Unidos, conhecida como UAP Disclosure Act de 2023, visava compelir o governo a coletar avistamentos de Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAP), torná-los públicos e instituir um conselho de revisão para análise. Apesar de inicialmente receber apoio bipartidário, o Congresso avançou com a legislação, mas ela foi significativamente enfraquecida durante o processo legislativo. Líderes da Câmara e do Senado, preocupados com vazamentos acidentais de segredos governamentais, teriam buscado sua supressão.

O contexto remonta a 2017, quando um avistamento de OVNIs pela Marinha dos EUA na costa da Califórnia ganhou destaque. Subsequentemente, mais avistamentos foram revelados, e uma organização governamental semi-secreta, o Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais, foi divulgada. Em 2023, audiências explosivas incluíram alegações de um ex-membro do governo sobre a recuperação de naves alienígenas e a presença de “biológicos não humanos”.

É longa a luta de ativistas de OVNIs pela divulgação de informações sobre UAPs. A Lei de Divulgação de Fenômenos Anômalos Não Identificados de 2023 foi proposta como uma emenda à Lei de Autorização de Defesa Nacional de 2024, com apoio bipartidário notável. Originalmente, a lei pretendia forçar o Arquivo Nacional a coletar e disponibilizar ao público todos os registros de avistamentos de UAPs do governo federal. Contudo, a versão final da legislação foi diluída, não incluindo disposições semelhantes à versão do Senado.
Houve oposição de líderes da Câmara e do Senado, incluindo Mike Rogers e Mike Turner, ao ato, aparentemente com o apoio de Mitch McConnell e Mike Johnson (presidente da câmera). O resultado final é um compromisso que permite a coleta de dados pelo governo, mas sem garantias claras de acesso público. A justificativa para a diluição da legislação é a falta de cooperação entre as comunidades de defesa e inteligência, temendo a divulgação inadvertida de informações secretas.
O presidente Biden deve assinar a disposição em breve, determinando que os registros ainda não divulgados oficialmente se tornem públicos em até 25 anos, a menos que motivos de segurança nacional justifiquem a confidencialidade.
Concluindo, a nova Lei de Divulgação é considerada um avanço, embora tenha sido notavelmente enfraquecida em relação à sua proposta original. É de ficar perplexo quanto à relutância do Congresso em impor sua vontade ao governo, sugerindo que a legislação revisada provavelmente fará pouco para esclarecer o fenômeno UAP e atender às expectativas do público em relação à divulgação de informações.
Fonte(s): PopularMechanics, VerdadeUfo (acessados 16/12/2023)
