Tecnologia disruptiva: o que virá em seguida?

A tecnologia disruptiva é um conceito que se refere a inovações que transformam o mercado, a indústria e a sociedade, criando novos modelos de negócio, produtos, serviços e hábitos de consumo. Essas inovações rompem com os padrões e as tecnologias já estabelecidos, oferecendo soluções mais simples, acessíveis, eficientes e convenientes para os consumidores e os produtores. A tecnologia disruptiva pode gerar impactos positivos e negativos, dependendo da forma como é aplicada, regulada e adaptada.

Mão humana cumprimentando mão robótica

Alguns exemplos de tecnologia disruptiva são:

• A Netflix, que revolucionou a forma de assistir filmes e séries, oferecendo um serviço de entretenimento e informação on-line que dispensa o uso de mídias físicas, locadoras, televisão por assinatura e horários fixos.

• O Google e a Wikipédia, que mudaram a forma de pesquisar e acessar informações, disponibilizando uma enciclopédia colaborativa e um mecanismo de busca que abrangem diversos temas, fontes e idiomas.

• Uber, que alterou a forma de se locomover, proporcionando um serviço de transporte privado que conecta motoristas e passageiros por meio de um aplicativo, sem a necessidade de táxis, ônibus ou carros próprios.

• A impressora 3D, que possibilita a criação de objetos tridimensionais a partir de um modelo digital, usando diversos materiais, como plástico, metal, cerâmica e até mesmo tecido humano, abrindo novas possibilidades para a indústria, a medicina, a arte e a educação.

Depois então, o que virá? O que vai nos proporcionar um salto quântico na nossa forma de viver?

Segundo a China, em um relatório recente do seu Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), a próxima tecnologia disruptiva provavelmente será os robôs humanoides. Isso implica necessariamente na evolução da inteligência artificial, já que os robôs precisam executar muitas vezes ações analisando-se o ambiente e as variáveis, e isso depende de uma IA.

Podemos dizer que a inteligência artificial já é uma tecnologia disruptiva que já está entre nós, sendo presente cada vez mais no cotidiano, a exemplo dos chatbots como o chat gpt, os carros com direção autônoma, os geradores de imagens como o Dall-e e o Midjourney, e a análise de dados para fins de ciência.

Embora seja difícil prever com certeza qual será a próxima tecnologia disruptiva que vai mudar o mundo, podemos especular com base em algumas tendências e pesquisas que estão em andamento. Algumas possíveis candidatas a tecnologias disruptivas que podem se consolidar no futuro, além dos robôs humanoides, são:

• A computação quântica, que promete aumentar exponencialmente a capacidade de processamento e armazenamento de dados, superando os limites dos computadores tradicionais. Essa tecnologia pode ter aplicações em diversas áreas, como a criptografia, a inteligência artificial, a medicina, a física e a astronomia.

• A biotecnologia, que envolve a manipulação de organismos vivos ou de seus componentes para fins industriais, médicos ou agrícolas. Essa tecnologia pode permitir a criação de novos medicamentos, vacinas, alimentos, combustíveis, materiais e até mesmo formas de vida.

• A nanotecnologia, que consiste no estudo e na manipulação da matéria em escala molecular ou atômica. Essa tecnologia pode possibilitar o desenvolvimento de novos dispositivos, materiais, sensores, sistemas e até mesmo máquinas que podem interagir com o corpo humano, o meio ambiente e outros objetos.

• A realidade virtual e a realidade aumentada, que são tecnologias que criam ambientes simulados ou que adicionam elementos virtuais à realidade, respectivamente. Essas tecnologias podem oferecer novas formas de entretenimento, educação, comunicação, trabalho e lazer, além de alterar a percepção e a interação das pessoas com o mundo.

A tecnologia disruptiva é um fenômeno que está em constante evolução e que pode trazer grandes benefícios para a humanidade, se for usada de forma ética, cuidadosa e sustentável. Por outro lado, também pode trazer riscos e desafios, como a obsolescência de produtos e profissões, a desigualdade social, a dependência tecnológica e a invasão de privacidade, exigindo adaptações, regulamentações e responsabilidade.

Comentário(s)