Um estudo conduzido pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, revelou que ainda neste século o mundo sofrerá um colapso populacional decorrente do alto número de habitantes e do consumo desenfreado.

O autor do estudo, William E. Rees, é um notório ecologista populacional e é autor de mais de 150 artigos revisados por pares sobre crescimento e desenvolvimento socioeconômico.
“Não podemos mais esperar um crescimento infinito em um planeta finito”, diz. “Após dois séculos de crescimento vertiginoso, uma queda significativa na população é inevitável”.
O estudo, publicado na revista World, nos alerta que o consumo insustentável de recursos e o crescimento exponencial da população impulsionaram a sociedade tecnoindustrial moderna a um estado de excesso avançado. Como resultado, o autor do estudo acredita que neste mesmo século o mundo sofrerá uma recessão econômica e uma redução significativa da população.
O que podemos então fazer para reverter essa situação? Infelizmente ele não soa tão otimista.
“Pode-se esperar que uma espécie social inteligente planeje substituições culturais para controlar tendências expansionistas potencialmente perigosas em um planeta finito. Surpreendentemente, é o contrário”, diz.
“No melhor de todos os mundos possíveis, toda a transição pode realmente ser gerenciada de maneiras que evitem sofrimento desnecessário de milhões (bilhões?) das pessoas, mas isso não está acontecendo – e não pode acontecer – em um mundo cego para sua própria situação”, escreve.
